É um livro muito bonito que, talvez também pela temática, nos leva a reflectir e a nos abstrairmos do dia-a-dia totalmente enquanto o lemos.
https://www.goodreads.com/review/show/7043298503
Porque ler também é viajar. E sempre que se viaja (e se lê) traz-se no regresso mais um pedacinho do mundo nas mãos e no peito. Um blog sobre livros.
É um livro muito bonito que, talvez também pela temática, nos leva a reflectir e a nos abstrairmos do dia-a-dia totalmente enquanto o lemos.
https://www.goodreads.com/review/show/7043298503
Excelente livro romanceado sobre a vida da actriz Audrey Hepburn desde a separação dos pais, ao afastamento do pai e crescimento sem este, passando pelas dificuldades sentidas na Holanda durante a Segunda Guerra Mundial, o seu sonho de ser uma bailarina reconhecida, a entrada no mundo do cinema (porque foi rejeitada como bailarina), a amizade com o estilista Givenchy (de quem se tornou musa inspiradora e que o motivou a criar o perfume "L'Interdit"), o primeiro casamento com o controlador Mel Ferrer (outro actor), o segundo com o infiel Andrea Dotti e a terceira e última relação com o viúvo e também actor Robert Wolders (uma bonita história de amor) que a acompanhou até ao fim dos seus dias.
Adorei. É um livro grande, mas estimulante e Audrey Hepburn foi, sem dúvida, uma mulher com uma história e percurso de vida admirável: da dança ao cinema, da simplicidade à riqueza e ao interesse em ajudar os outros, da procura do sucesso profissional ao desejo inevitável de ser mãe, ter uma familia e arranjar um pai para os filhos que não os abandonasse como ela havia sido abandonada.
https://www.goodreads.com/review/show/6833151847
Em "Sem Nunca Chegar ao Cimo", Paolo Cognetti tenta subir, mas não consegue mesmo chegar ao cimo...
Há partes muito bem escritas como é típico de Cognetti e isso fará voltar-me novamente a este autor em breve. Isso e o tema da montanha que é recorrente nas suas obras. Porém, a narrativa não avança por aí além. E soube-me a pouco... Sobretudo quando comparado com o seu "As Oito Montanhas" de que eu gostei mesmo bastante.
É um gostei, mas...
https://www.goodreads.com/review/show/7003532701
Tal como o título deixa antever "Memórias de um Gato Viajante" de Hiro Arikawa é narrado por um gato. Um gato de rua que um dia é salvo por um humano, acabando por se tornar no melhor amigo deste. O gato é leal ao humano e aprende a gostar dele, o humano fala e lida com o gato como se de outro humano se tratasse, mas uma desafiante circunstância da vida fará com que o humano queira confiar o gato a alguém que possa tratar dele... como ele merece.
Só numa fase bastante avançada da leitura ficamos a perceber o real motivo do humano querer encontrar um novo dono para o seu amigo gato. E o motivo é bonito e triste ao mesmo tempo, acabando, todavia, por reforçar a envolvência da história e a sua beleza.
"Memórias de um Gato Viajante" podia ser um livro triste. Podia, pois. Mas... Está longe de o ser e tive momentos em que soltei sonoras gargalhadas com as observações do gato... como, por exemplo, quando diz que as baratas "têm um sabor encorpado".
Diria que é acima de tudo um livro sobre amizade e lealdade... até ao fim. E gostei mesmo muito de o ler.
https://www.goodreads.com/review/show/6984545251
"Tarass Bulba" de Nikolai Gogol conta a história, as aventuras e desventuras de um antigo cossaco e seus filhos quando partem para a guerra contra a Polónia. Traições, luta pela honra e cegueira da paixão são alguns dos temas centrais.
Sendo um clássico, e não sendo consensual se é russo ou ucraniano, é uma grande leitura, onde encontramos evidências notórias de nacionalismo, anti-semitismo também (a prova de que o mesmo não é exclusivo da Alemanha de Hitler, é muito anterior a este e não é algo tipicamente alemão, mas geral....!) e uma frieza muito característica destes povos.
Adorei.
https://www.goodreads.com/review/show/6960245833
"The 5 Love Languages" de Gary Chapman é um clássico na temática das relações. Lê-se rapidamente e revela-se de grande utilidade... porque não somos ilhas!
De acordo com Chapman, 5 são as linguagens do amor: 1) palavras de afirmação; 2) tempo de qualidade; 3) toque físico; 4) actos de serviço; 5) receber presentes. Todos nós temos uma que é dominante e que pode ser ou não igual à da pessoa com que nos estamos a relacionar. Se soubermos a nossa e aprendermos a reconhecer/descobrir a do outro temos em mãos uma importante chave para desenvolvermos melhores relações.
Chapman é algo religioso em determinados momentos do livro, porém não considero que isso constitua um obstáculo à utilidade do conhecimento que aqui é transmitido nem ao interesse na leitura. Para mim não foi! Adorei o livro e recomendo-o a todos os que se interessem por estas temáticas.
https://www.goodreads.com/review/show/6958753482
"Julia" de Sandra Newman foi uma desilusão. Tive poucos, muito poucos momentos em que a obra me conseguiu realmente prender a atenção e entusiasmar.
Na verdade, encontrei quase nada de "1984" de Orwell aqui e muito daquilo que me pareceu ser uma tentativa de ir à boleia de um clássico para atingir o sucesso.
Senti igualmente várias vezes a tentativa de "vitimizar" a mulher por ser mulher e procurar uma "masculinização" (e, às vezes até, uma "banalização") desta, quando todos têm o seu papel/a sua função e ambos (homens e mulheres) são necessários dentro das suas diferenças... que são, a meu ver, saudáveis e desejáveis.
Isto tudo no que respeita ao contéudo da obra. Quanto à escrita, também não me cativou particularmente.
https://www.goodreads.com/review/show/6895157440