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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

"A Guardiã" de Yael van der Wouden



"A Guardiã" de Yael van der Wouden
Edições Asa, 2024
304 Páginas

"A Guardiã" de Yael van der Wouden pareceu-me uma história algo estranha de uma relação que se desenvolve entre duas mulheres, de forma inesperada e só porque sim... Julgava eu. Uma, intitula-se de "guardiã" da casa e a outra será sua hóspede, mas... nem tudo é o que parece. 

Tendo como fundo profundo as consequências da Segunda Grande Guerra, há donos e ex-donos da casa, judeus à mistura na Holanda. A guardiã da casa talvez não seja quem parece ser à primeira vista. Vários segredos se cruzam e entrecruzam nesta história, envolvendo várias pessoas, e inclusivamente as quatro paredes daquela morada. 

Para mim, a "magia" desta leitura está na descoberta desses segredos e na compreensão da poderosa teia que finamente os esconde e relaciona.  

Gostei, embora não tenha adorado! 


https://www.goodreads.com/review/show/7911027392

terça-feira, 9 de setembro de 2025

"A Família Netanyahu" de Joshua Cohen



"A Família Netanyahu" de Joshua Cohen
Publicações Dom Quixote, 2022
264 Páginas

"A Família Netanyahu" de Joshua Cohen foca-se num episódio da história da família Netanyahu e, em particular, no pai do actual Presidente israelita que, sendo especialista em história dos judeus da Península Ibérica, pretende vir a desenvolver investigação nos EUA com uma bolsa e dar aulas, ao mesmo tempo que procura dar os primeiros passos na "criação" de uma identidade, história e cultura de Israel... digamos assim. 

Estando muitíssimo bem escrito e estruturado, a temática do livro de Cohen talvez não esteja entre as que mais me fascinam, mas... O livro está excelente e dá uma perspectiva interessante não só sobre o mundo judaico, como também sobre o jogo de favorecimentos e desfavorecimentos do mundo académico, algo que está muito para além do que é científico e que passa ao lado do comum dos mortais...!

Daí que, "A Família Netanyahu" seja uma boa e muito actual leitura, sem dúvida. 


https://www.goodreads.com/review/show/7893246888

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Der Trafikant, de Robert Seethaler

"Der Trafikant" de Robert Seethaler
Kein & Aber Pocket
250 Páginas 

"Der Trafikant", publicado igualmente em língua inglesa como "The Tobacconist", apresenta a história de Franz um jovem que vem viver para Viena dos anos trinta, pouco antes do Anschluss [anexação] da Áustria à Alemanha de Hitler. Aí conhece Sigmund Freud, de quem se torna amigo, descobre o amor e toma contacto com os sucessivos e misteriosos desaparecimentos de judeus. 

Tendo sido uma das duas obras escolhidas para o exame de C2 de língua alemã deste ano, "Der Trafikant" despertou-me o interesse primeiramente pelo facto da personagem principal, Franz, travar amizade com Freud. Pensei, pois, que fosse uma boa e interessante oportunidade para poder ler um pouco mais, sem ser em contexto técnico/científico, sobre as teorias de Freud, que sempre me fascinou... Tal como tudo o que se encontra relacionado com a mente humana. 

Acontece que o autor, Seethaler (austríaco), escreve um livro que vai muito para além disso e parece-me que o que acaba efectivamente por saltar mais à vista do leitor é o modo como a "entrada" do Nacional-Socialismo se faz na Áustria e todas as repercussões que isso vai tendo na população, em particular aquela que tem origem judaica. Ainda assim, existem algumas trocas de ideias dignas de atenção acerca do amor, da sexualidade e dos próprios sonhos com o pai da Psicanálise. 

Neste sentido, considero que o resultado final está excelente. Seethaler não maça o leitor em excesso com nada (nem psicanálise nem história, embora eu seja fã de ambas) porque não entra em detalhes, que poderiam ser excessivos, concentrando-se ao invés na história do seu Franz e no modo como este se relaciona com o que se passa na Áustria deste período. 

Para os interessados, há também um filme com o mesmo nome, cujo trailer poderão visualizar aqui: https://www.youtube.com/watch?v=kKv1pgz5q2Y

terça-feira, 30 de maio de 2017

A Passo de Caranguejo, de Günter Grass


"A Passo de Caranguejo" de Günter Grass
Casa das Letras, 2003
221 Páginas

Já li alguns livros de Günter Grass (talvez quase, senão mesmo, metade daqueles que publicou) e confesso que nunca fui muito sua fã. Parece-me que tem muito ódio, raiva e outros sentimentos mal resolvidos. E sempre fiquei com a sensação de que a sua relação com a Alemanha está envolta em grande ressentimento. Mas que a Alemanha? Pois, a actual. 

Então e que problema tem isso? O problema é que Grass tem um passado nas SS, ou seja, participou na Alemanha de Hitler, essa Alemanha do passado, de que ainda há culpa e medo. Daí que eu sinta uma certa contrariedade em Günter Grass. Aliás, isso encontra-se igualmente presente em "A Passo de Caranguejo", obra que ultrapassou as minhas expectativas de forma positiva.

A história concentra-se no afundamento do navio, "Wilhelm Gustloff", por um submarino russo em 1945, ainda na Segunda Guerra Mundial, e na vida de Paul (um jornalista e o narrador da história que nasce no mesmo dia em que Adolf Hitler subiu ao poder, em 1933, sentindo-se muito mal com isso), cuja mãe viajava neste navio e que, segundo percebi, nasceu aquando deste naufrágio, que terá levado à morte cerca de 10.000 passageiros. Melhor dizendo: concentra-se em Paul, na sua mãe e no filho de Paul. 
A obra leva-nos a pensar também na questão judaica, na culpa por inevitabilidade, na situação da Polónia "ensanduichada" entre a Alemanha e a Rússia, entre o Nacional-Socialismo e o Comunismo, ... 

É uma leitura interessante. Deixa-nos a pensar no passado recente da História europeia. E ajudou-me, de algum modo, a reconciliar-me, por um lado, com Günter Grass (estou a ler a sua auto-biografia, "Descascando a cebola" e ainda estou a gostar mais) e a sua obra e, pelo outro, com o próprio acto de ler como um acto de gostar, que com o cansaço, saturação e alguma desmotivação, me visitou umas quantas vezes no passado mês de Maio...! Por isso, valeu a pena a sua espera prolongada, desde 2013, na minha estante. Chegou a altura certa. Chegou a altura dele (para mim).

https://www.goodreads.com/review/show/2009782977

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Uma Noite em Lisboa, de Erich Maria Remarque


"Uma Noite em Lisboa" de Erich Maria Remarque
Edições Saída de Emergência, 2010
218 Páginas


Erich Maria Remarque dá-nos em "Uma Noite em Lisboa" um retrato exímio do que é ser refugiado, mas sobretudo do que é ser refugiado no período do Nacional-Socialismo, do que é ser perseguido pelas forças do poder e ser despojado dos seus direitos de cidadão. 

A obra escrita nos anos sessenta por um autor alemão, acusado de ser descendente de judeus franceses e tendo tido os seus livros queimados e banidos pelo regime, constitui-se como um inolvidável testemunho da época a que se refere, a da Segunda Guerra Mundial e do desejo de muitos perseguidos (judeus e não judeus) de chegarem a Lisboa e partirem para os EUA, terra da liberdade, mantendo a sua actualidade ainda hoje. 

Esta obra, em que parte da história ocorre e termina mesmo em Lisboa (o que sublinha a importância da cidade portuguesa neste período), é daquelas que têm mesmo de ser lidas não só para se compreender um passado mais recente, como também o presente, sem perder de vista o futuro que está para chegar...! 

*
"De dia Lisboa tem uma qualidade ingénua e teatral que encanta e cativa, mas à noite é uma cidade de conto de fadas, descendo em terraços iluminados até ao mar, como uma senhora de vestes festivas a ir ao encontro do seu misterioso amante." (p.98)

https://www.goodreads.com/review/show/1803123928

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Diário de Mary Berg, de Mary Berg


"O Diário de Mary Berg" de Mary Berg
Vogais, 2015
351 Páginas

Já li vários livros sobre o Holocausto. Já li vários diários escritos por quem viveu o Holocausto, mas nenhum é igual ao outro. Há sempre algo de novo nos livros e este não é excepção! 

Para começar, o país a que pertencem (isto é, onde nasceram e cresceram), as condições sócio-económicas da própria família, a educação e a faixa etária de quem escreve acabam por influenciar e distinguir os diários uns dos outros. De igual modo, o facto de se tratar de um homem ou de uma mulher acabará também por condicionar o seu futuro como judeus. 

No que respeita a "O Diário de Mary Berg", a sua autora começa a escrever com quinze anos, a 10 de Outubro de 1939, já iniciadas as primeiras perseguições efectivas aos judeus, verificando-se igualmente a presença alemã na Polónia e começada a Segunda Guerra Mundial. A autora escreve a última entrada do seu diário a 5 de Março de 1944, a caminho dos EUA (a mãe era de nacionalidade americana), com cerca de 19 anos. 

Ao conseguir salvar-se, muitos são os conhecidos, os amigos e os familiares que deixa, sem outro remédio, para trás. Mary escreve para que o mundo saiba, para que o mundo conheça o que aconteceu às inúmeras vidas que pereceram por uma questão de credo e raça, deixando-nos, com frequência, descrições detalhadas e minuciosas do que se passava nas ruas do gueto... Por vezes, do nada, mas, outras vezes, vindo ao encontro do clima de medo que se vivia..!

*
"(...) diz a todos os que ainda vivem que nunca os esquecerei. Farei tudo o que puder para salvar os que ainda podem ser salvos e para vingar os que foram tão amargamente humilhados nos seus últimos momentos. E os que foram reduzidos a cinza, vê-los-ei sempre vivos. (...) Sê paciente, Rutka, tem coragem, aguenta. Mais um pouco de paciência e todos nós seremos livres!" (Berg, 2015, pp.326 e 327).

https://www.goodreads.com/review/show/1598005183

terça-feira, 22 de março de 2016

Diário. O Diário de uma Jovem Judia em Paris sob a Ocupação Nazi, de Hélène Berr


"Diário. O Diário de uma Jovem Judia em Paris sob a Ocupação Nazi" de Hélène Berr
Publicações Dom Quixote, 2008
244 Páginas


Escrito por uma jovem francesa judia de vinte e poucos anos, esta obra encontra-se dividida em três anos: 1942, 1943 e 1944. Pelo meio, podemos encontrar várias fotografias de Hélène Berr, a autora deste diário que ambicionava vir a ser professora na Sorbonne onde havia estudado Literatura Inglesa (o que se acaba por reflectir na própria forma - por vezes, um tanto ao quanto, requintada - como o texto está escrito), bem como algumas notas de Mariette Job (responsável pela publicação), alguns dados sobre a família abastada de Hélène (talvez por isso mesmo apenas seria presa em 1944) e uma lista das leituras que fez e mencionou ao longo das várias entradas deste seu diário. 

"Diário. O Diário de uma Jovem Judia em Paris sob a Ocupação Nazi" sugere no primeiro ano, o de 1942, uma leitura algo irregular. A dada altura as entradas são telegráficas, denunciando, muito provavelmente, o dificil e complexo estado de alma que vive na altura. A leitura torna-se mais interessante e, no meu entender, mais complexa quando chegamos aos anos de 1943 e 1944. No ano de 1944, e cada vez mais próxima da prisão que suspeitava vir a acontecer, Hélène demonstra uma força incrivel através das suas palavras. Vivendo em Aubergenville, no Norte de França e não muito longe de Paris, quer Hélène quer a sua familia tiveram a possibilidade de fugir, mas não quiseram fazê-lo e ousaram permanecer corajosamente (com todas as implicações que isso poderia ter) no seu país até ao fim...

Comparativamente aos outros diários que tenho lido sobre o tema do Holocausto, este distingue-se por ter sido escrito por uma jovem adulta, com formação superior, e de nacionalidade francesa, possibilitando uma maior compreensão do modo como a França viveu a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial e, sobretudo, como lidou com a questão dos judeus, enviando-os primeiramente e com o apoio das próprias autoridades francesas para um campo de internamento localizado em Drancy (próximo de Paris) e, posteriormente, para Auschwitz. Recomendo, pois trata-se de uma visão diferente. Não é a mesma coisa ler o Holocausto e a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial pelos olhos de uma criança e pelos olhos de uma adulta! Por outro lado, afigura-se igualmente importante compreender os aspectos convergentes e divergentes consoante a nacionalidade (polaca, checa, francesa, ...) de quem os escreveu, de forma a conseguir ter uma visão tão ampla e profunda quanto possível do que se passou neste complexo período da História.


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"«O que quer, minha senhora? Cumpro o meu dever!»
Que se tenha chegado a conceber o dever como uma coisa independente da consciência, independente da justiça, da bondade, da caridade, eis a prova da inanidade da nossa pretensa civilização. 
Os alemães, esses, há uma geração que se trabalha no seu reembrutecimento (é um retorno periódico). Neles toda a inteligência está morta. Mas podia esperar-se que, entre nós, isso fosse diferente. (...)" [Berr, 2008, p.176]

https://www.goodreads.com/review/show?id=1580185589

segunda-feira, 7 de março de 2016

O Diário de Helga, de Helga Weiss



"O Diário de Helga" de Helga Weiss
Bertrand Editora, 2013
215 Páginas

"O Diário de Helga" corresponde a uma obra surgida a partir dos caderninhos que Helga Weiss utilizou para descrever os seus dias durante a Segunda Guerra Mundial e, sobretudo, o que sofreu na pele sendo judia na sequência da ocupação da Checoslováquia pelo III Reich alemão em 1939. 

A obra encontra-se dividida em três partes: uma sobre a vida de Helga quando ainda vivia em Praga com o pai que trabalhava num banco e a mãe modista; uma relativa ao período em que esteve em Terezín, uma cidade também localizada na Checoslováquia; e uma em que se refere à sua passagem por Auschwitz, Freiberg e Mauthausen, onde passa o período mais negro da sua existência enquanto judia perseguida e com a ameaça sempre em mente da morte nas câmaras de gás. 

Tratando-se de um relato verídico, o diário de Helga começa quando esta tem ainda cerca de 9 anos e terminará já quando esta está com cerca de 16 anos em 1945, a tão desejada e dificil paz chega finalmente e ela consegue regressar com vida à sua cidade natal, Praga. Algumas páginas estão salpicadas de desenhos (uns a preto e branco e outros a cores) que Helga fez durante o tempo em que esteve presa nestes campos, mas sobretudo em Terezín, onde apesar de tudo ainda conseguiu (graças ao pai) ter melhores condições. Helga relatou aquilo por que passou pela escrita e pelos desenhos sempre muito esclarecedores sobre a realidade que experimentava. 

Enfim, um testemunho vivido cuja leitura recomendo vivamente porque continua a ser importante conhecer a História e, acima de tudo, tendo a possibilidade de o fazer a partir de uma experiência real sobre um período tão negro da História da Humanidade, que importa não esquecer para que não se repita...


Para quem tiver curiosidade em conhecer a autora, poderá assistir a uma entrevista dela aqui:

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https://www.goodreads.com/review/show?id=1568675796

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O Problema de Espinosa, de Irvin D. Yalom


"O Problema de Espinosa" de Irvin D. Yalom
Saída de Emergência, 2013
387 Páginas


Em "O Problema de Espinosa" Irvin D. Yalom prova uma vez mais a sua capacidade para misturar na perfeição psicanálise com filosofia. E ainda para, de igual modo, se debruçar sobre a questão dos judeus, elemento condutor da obra, em dois momentos da História distintos: um com Bento Espinosa e outro com Alfred Rosenberg. 


A obra bem que podia ser uma lição sobre o judaismo, sobretudo sobre o que afastou Espinosa deste e o que aproximou Rosenberg de Espinosa, seguindo a linha de Goethe. Isto para não falar na versatilidade de Yalom que, a dada altura, faz mesmo uma referência à Geografia Política e à Geopolítica. O que à primeira vista poderia parecer improvável...! 

Mais um grande livro, seguindo aquilo que já ofereceu aos seus leitores em "Quando Nietzsche Chorou" (um dos melhores livros que já li até hoje).

https://www.goodreads.com/review/show/1149456596

terça-feira, 3 de junho de 2014

O Outro Homem e Outras Histórias, de Bernhard Schlink



"O Outro Homem e Outras Histórias" de Bernhard Schlink
Edições Asa, 2009
224 Páginas




Em "O Outro Homem e Outras Histórias", Bernhard Schlink coloca em evidência, através de sete histórias que têm sempre como base o amor, alguns dos tabus que ainda persistem na sociedade alemã do pós II Guerra Mundial, nomeadamente o desconforto alemão em relação aos judeus (que se pode, tornar num fardo ainda maior e mais pesado quando verificado num relacionamento amoroso) e a dificuldade em lidar (depois do fim da Guerra) com um passado ocorrido durante o III Reich alemão quando a Justiça se conseguia, por exemplo, com a punição de alguém que prestava ajuda aos judeus.
 

A culpa é, sem dúvida, algo que é transversal a todas as histórias, estando em alguns casos relacionada com o peso pesado que o Holocausto ainda continua a exercer para os alemães (enquanto culpa histórica), mas também na relação entre alemães e judeus ainda hoje...

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https://www.goodreads.com/review/show/949732459?book_show_action=false

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Rapariga que Roubava Livros, de Markus Zusak


"A Rapariga que Roubava Livros" de Markus Zusak
Editorial Presença, 2008
463 Páginas


"A Rapariga que roubava livros" é narrada pela Morte, a mesma Morte que andando de mão dada com a Guerra (aqui a II Guerra Mundial), demonstrando uma certa compaixão por quem leva e por quem fica a chorar os que partem.

A história começa em 1939 e termina em 1943 (do início da Guerra até à perda de Estalinegrado), centrando-se na Alemanha e em particular num subúrbio perto de Munique. Sente-se na sociedade as mudanças impostas pelo III Reich. Conta-se o martírio dos judeus. Conta-se também o martírio das bombas. Há quem seja obrigado a partir para a Guerra e isso faz com que se sinta mais esse sentimento de caos e de ansiedade pelo que se segue... E não se controla de todo. Porque se a Vida é imprevisível, a Guerra (enquanto sinónimo de Morte e Destruição) ainda o pode ser mais.

Conhece-se roubo dos livros que a personagem principal vai fazendo ao longo da história. E é com as palavras roubadas desses livros furtados que ela sobrevive às alterações da sua situação familiar e à própria Guerra.É assim que aprenderá a ler e a escrever.

Em síntese, este é um livro bem escrito e, por isso mesmo, a leitura flui através das suas 462 páginas; quando o leitor se dá conta já chegou ao fim!

https://www.goodreads.com/review/show/832967610?book_show_action=false