Mostrar mensagens com a etiqueta Amizade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amizade. Mostrar todas as mensagens

domingo, 19 de novembro de 2023

"As Oito Montanhas" de Paolo Cognetti



"As Oito Montanhas" de Paolo Cognetti
Publicações Dom Quixote, 2017
222 Páginas

Vencedor do Prémio Strega, o mais prestigiado do mundo literário italiano, Paolo Cognetti conta-nos em "As Oito Montanhas" a bonita história de uma amizade desenvolvida entre dois jovens na montanha -Monte Rosa, mais tarde adultos, em que um vai e vem todos os verões da cidade para a montanha (Pietro) e o outro permanece na montanha que é a sua casa (Bruno). 

Aqui a montanha é uma forma de vida, de olhar para o futuro, de transformação e regresso a si mesmo e ao que realmente importa. 

Li-o em dois dias e fiquei encantada. Reconheci-me em várias das experiências vividas pelas personagens e, de igual modo, também reconheci em algumas delas fragmentos aqui e ali de alguém que me é muito especial... e que me leva a subir montanhas!

https://www.goodreads.com/review/show/5984370711

quinta-feira, 3 de março de 2016

A Peregrinação do Rapaz Sem Cor, de Haruki Murakami

"A Peregrinação do Rapaz Sem Cor" de Haruki Murakami
Casa das Letras, 2014
362 Páginas


"A Peregrinação do Rapaz Sem Cor" relata a viagem que Tsukuru Tazaki, com 36 anos, faz de regresso às suas amizades de adolescência e, sobretudo, ao modo como estas terminaram. Algo que sempre o perturbou e que em certo sentido lhe aprisionou a existência.


Introvertido e solitário, Tsukuru conseguiu fazer da paixão que tinha, por se sentar nas estações de comboios e ficar a vê-los passar, a sua profissão, tendo-se tornado num engenheiro especialista na projecção e remodelação de estações.


A história que Murakami nos traz desta vez é, em boa medida, kafkiana. Sentem-se ecos de Kafka volta e meia, sem que se note um esforço excessivo da parte do autor nesse sentido. É algo natural e é-o de tal forma que o leitor se conhecer "A Metamorfose" de Kafka experimentará uma sensação interessante de familiaridade, mas com contornos diferentes. Aqui temos mais cor, mais cores, e mais vida. E assistimos a uma metamorfose da personagem de Tsukuru, cujo objectivo será levá-lo a libertar-se de um passado que deixou de compreender e com reflexos no presente e a entender melhor o mundo que o rodeia. 


Recomendo a obra não só aos fãs de Kafka e aos de Murakami, como também a todos aqueles que não são fãs de Kafka, ou ainda àqueles que nunca leram nem Kafka nem o próprio Murakami. É uma leitura que vale a pena!

*
"As pessoas aproximavam-se dele, mas depois, no fim, acabavam sempre por partir. Vinham ter com ele à procura de alguma coisa e, ou porque se mostravam incapazes de encontrar o que pretendiam, ou por ficarem desencantadas com o que encontravam, davam-se por vencidas e desapareciam. Um dia, subitamente, volatilizavam-se. Sem uma palavra de despedida, sem grandes explicações. Como se um machado afiado cortasse de um só golpe os vínculos que os uniam, pelos quais ainda continuava a correr o sangue quente que fazia palpitar as veias. " [Murakami, 2014, p. 125]

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Rapariga que Roubava Livros, de Markus Zusak


"A Rapariga que Roubava Livros" de Markus Zusak
Editorial Presença, 2008
463 Páginas


"A Rapariga que roubava livros" é narrada pela Morte, a mesma Morte que andando de mão dada com a Guerra (aqui a II Guerra Mundial), demonstrando uma certa compaixão por quem leva e por quem fica a chorar os que partem.

A história começa em 1939 e termina em 1943 (do início da Guerra até à perda de Estalinegrado), centrando-se na Alemanha e em particular num subúrbio perto de Munique. Sente-se na sociedade as mudanças impostas pelo III Reich. Conta-se o martírio dos judeus. Conta-se também o martírio das bombas. Há quem seja obrigado a partir para a Guerra e isso faz com que se sinta mais esse sentimento de caos e de ansiedade pelo que se segue... E não se controla de todo. Porque se a Vida é imprevisível, a Guerra (enquanto sinónimo de Morte e Destruição) ainda o pode ser mais.

Conhece-se roubo dos livros que a personagem principal vai fazendo ao longo da história. E é com as palavras roubadas desses livros furtados que ela sobrevive às alterações da sua situação familiar e à própria Guerra.É assim que aprenderá a ler e a escrever.

Em síntese, este é um livro bem escrito e, por isso mesmo, a leitura flui através das suas 462 páginas; quando o leitor se dá conta já chegou ao fim!

https://www.goodreads.com/review/show/832967610?book_show_action=false