terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Compaixão, de OSHO




"Compaixão" de OSHO
11 x 17, 2019
223 Páginas 



"Compaixão" é o quinto livro que leio de OSHO e é também mais um que posso afirmar, sem margem para dúvidas, ter adorado!

Tenho-o cheio de anotações laterais nas páginas, sublinhados a lápis e sinais mais quando encontro algo inquietante que me tira do sério, desorienta durante uns momentos para depois me fazer recuperar/encontrar o (meu) norte. E isto é daquelas coisas maravilhosas que os livros de OSHO têm: deixa-nos a pensar pela nossa própria cabeça não sem antes nos fazer atravessar uma espécie de "tempestade". 

Deixo-vos apenas algumas partes para inspirar: 
"(...)A compaixão significa basicamente aceitar as fraquezas e as debilidades das outras pessoas, sem esperar que elas sem comportem como deuses". (p.15)

"(...) A compaixão é muito compreensiva. É a compreensão mais refinada que o ser humano pode ter." (p.20)

(...)"a compaixão não é amor no seu sentido corrente e, contudo, é amor no seu verdadeiro sentido. A compaixão só dá, não pensa em receber nada em troca. (...) Quando damos sem pensar em receber algo em troca, recebemos mil vezes mais. (...) E quando  queremos receber demasiado, na verdade apenas nos desiludimos e não recebemos nada. No final, só recebemos desilusão. (...)" (p.61)


https://www.goodreads.com/review/show/3113774611

domingo, 5 de janeiro de 2020

The Assertiveness Workbook, de Randy J. Paterson


"The Assertiveness Workbook" de Randy J. Paterson
New Harbinger Publications, 2000
216 Páginas


Contrariamente a "The Assertiveness Guide for Women" de Julie de Azevedo Hanks, este livro baseia a sua argumentação na existência de quatro grandes estilos de comunicação: o passivo, o agressivo, o passivo-agressivo e o assertivo. Segundo o autor, uma mesma pessoa pode usar qualquer um destes quatros estilos, dependendo da circunstância, embora, por norma, possa existir maior tendência e/ou predisposição a usar mais um dos quatro. 

"The Assertiveness Workbook" divide-se em duas grandes partes: uma primeira dedicada à compreensão da assertividade e uma segunda dedicada a tornar-se assertivo(a). 

Um aspecto transversal a todo o livro é o questionamento e a avaliação constantes que o autor nos propõe. Daí ser um "workbook", cujo objectivo é colocar/fazer o leitor exercitar e praticar constantemente até porque a comunicação e o comportamento assertivos para se tornarem hábitos carecem de prática!

O autor é muito objectivo, directo e neutro, o que considero essencial num livro que se pretende científico. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

The Assertiveness Guide for Women, de Julie de Azevedo Hanks

"The Assertiveness Guide for Women" de Julie de Azevedo Hanks
New Harbinger Publications, 2016
224 Páginas


"The Assertiveness Guide for Women" é, ao contrário do que o título possa sugerir, uma obra indicada para mulheres, mas também para homens. 

Ao contrário da perspectiva defendida em certa medida pela autora, a eventual dificuldade em ser assertivo não é algo que resulte do género. Comunicar necessidades, gerir emoções, melhorar relações e criar fronteiras parece-me que pode ser complexo para mulheres e homens, dependendo de outros factores. 

Uma das coisas mais interessantes que aprendi neste livro, ainda que lhe reconheça limitações e lhe possa fazer críticas, relaciona-se com a teoria do apego (e o modo como esta se espelha na forma como nos relacionamos com os outros) que, de um modo geral, divide os adultos em três estilos: o ansioso, o evitador e o seguro. Este é um tema sobre o qual pretendo ler mais posteriormente pela utilidade que pode ter.

Partindo da teoria do apego, que serve de base a toda a argumentação do livro, a autora desenvolve seguidamente aquelas que entende serem as cinco ferramentas da assertividade. 

Por fim, outro ponto igualmente digno de nota relaciona-se com o papel central que a autora atribui à identificação e gestação de emoções. Extremamente útil, diria. Fiquei, por exemplo, a saber que são seis as emoções básicas: felicidade, raiva, tristeza, medo, surpresa e nojo. 

De um modo geral, gostei do que li, embora considere que, em alguns momentos, a autora poderia ser mais objectiva e neutra. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Intimidade, de OSHO


"Intimidade" de OSHO
11 x 17, 2014
208 Páginas 


Este é o quarto livro que leio de Osho e continuo a gostar bastante do estilo. Muito provavelmente acabarei por ler tudo o que há publicado. 

A "Intimidade" deve ter sido o livro que li mais depressa (dos quatro) e talvez aquele (dos quatro) em relação ao qual senti uma maior familariedade/identificação com as ideias defendidas, até porque em algum momento as tinha colocado como hipóteses e/ou tinha chegado às mesmas conclusões. 

Algumas ideias que considerei mais interessantes foram, por exemplo, a importância do silêncio enquanto linguagem do coração, a centralidade da insegurança e imprevisibilidade num relacionamento (até porque a vida também é incerta e insegura, "protecção é morte" (p.87) e só a morte é certa), a necessidade de vivermos aqui e agora e sermos nós próprios sem medo de vivermos a nossa vida de acordo com o nosso próprio coração (para parafrasear o autor). 

É um livro espiritual/filosófico, daqueles que nos deixam a pensar simultaneamente sobre intimidade e um conjunto de outros temas que com esta acabam por estar relacionados, ainda que de forma indirecta. 

Tal como já disse anteriormente, e torno a repetir, os livros de Osho destinam-se a agitar ideias, a questionar certezas instaladas e a encontrar respostas diferentes (que escapam à norma e à corrente) para dúvidas que nos surgem a dado momento na nossa vida. Põe-nos a pensar, a questionar, a querer arriscar no incerto/inseguro/imprevisivel. E isso é algo que eu adoro nos seus livros e no seu estilo.

https://www.goodreads.com/review/show/3074626612

domingo, 24 de novembro de 2019

Intuição, de OSHO


"Intuição" de OSHO
Bertrand Editora, 2018
215 Páginas


Este é o terceiro livro que leio de Osho e não tenciono ficar por aqui...
Embora tenha começado a lê-lo em Agosto e terminado apenas em Novembro, a verdade é que o li depressa quando decidi lê-lo a sério!

No ano passado e neste ano que se encontra a terminar, deparei-me com vários episódios e pessoas da minha vida a chamarem-me à atenção para a importância da intuição, uma capacidade que todos nós temos, mas teimamos em ignorar... Porque não é algo lógico e muitas vezes (talvez até todas as vezes) não se explica no imediato. Sente-se e pronto. 

Mais uma vez, Osho não desilude. Volve e revolve as nossas ideias, tendo inclusivamente a capacidade de nos surpreender... Até provocando uma inesperada gargalhada quando menos esperava. 

Sem querer entrar em excessivos detalhes, mas procurando reforçar o facto de ter adorado este livro, sublinho, por exemplo, o interesse na diferença entre o hemisfério esquerdo e o hemisfério direito da nossa mente que o autor explora, a divisão dos seres humanos em três camadas (instinto-intelecto-intuição) é igualmente fascinante, sem esquecer as diferenças, as caracteristicas e os esperados comportamentos de homem e mulher numa relação a dois, mas também na própria organização do mundo... 

É excelente! 

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Atrai Pessoas Fantásticas para a tua Vida, de Diana Gaspar


"Atrai Pessoas Fantásticas para a Tua Vida" de Diana Gaspar
Manuscrito, 2017
184 Páginas

Muito bem escrito e agradável de ser ler, "Atrai Pessoas Fantásticas para a Tua Vida" procura demonstrar como a primeira mudança começa em nós próprios. 

Podemos não mudar o mundo nem aqueles com que nos relacionamos - porque como defende a autora e, com razão, "não mudas ninguém", mas podemos mudar-nos a nós próprios e dessa perspectiva acabamos por potenciar a mudança para além de nós... E atrair relações mais saudáveis!

Creio que esta é a ideia central da obra: a mudança começa antes de tudo em nós. 

terça-feira, 5 de novembro de 2019

A Papoila e o Monge, de José Tolentino Mendonça

"A Papoila e o Monge" de José Tolentino Mendonça
Assírio & Alvim, 2015
173 Páginas



Cruzei-me com "A Papoila e o Monge" por acaso num dia em que procurava qualquer coisa de especial para ler na Bertrand do Chiado numa tarde quente de Agosto. Não foi o autor (que para mim era apenas um nome conhecido) nem o grafismo que me seduziram, mas sim o título e o facto deste ser um livro de haikus, uma forma de poesia criada no Japão por Matsuo Basho (https://www.goodreads.com/review/show/2378531470). A papoila está entre as flores que gosto (é selvagem, corajosa porque nasce onde menos se espera e sem avisar, é de um vermelho vivo que já mais nos deixa a memória) e o monge remete-me para o espiritual (e não necessariamente para o religioso). 

É um livro muito bonito, de composição refinada, muito focado no papel e no significado do silêncio, mas também na natureza, na cidade, nas estações do ano. Por outro lado, e como não poderia deixar de ser (até porque José Tolentino Mendonça é cardeal), alguns haikus (não muitos) tocam no assunto Deus e talvez por não ser propriamente religiosa (mas sim espiritual) foram aqueles que menos apreciei, apesar de lhes conseguir reconhecer alguma beleza. 

https://www.goodreads.com/review/show/3014395631?book_show_action=false