Cinco por cento deste livro foi escrito com recurso ao uso de inteligência artificial (ChatGPT), o que desde logo me chamou à atenção para a necessidade de o ler.
A autora apresenta, em "Sympathy Tower Tokyo", uma sociedade distópica que considera os criminosos como vítimas da sociedade merecendo compaixão ao invés de castigo.
Há aqui interessantes reflexões sobre a arquitectura e, em particular, Zara Hadid, verificando-se o mesmo quanto ao papel da linguagem e da inteligência artificial.
Não foi dos livros que mais gostei, mas ainda assim gostei porque faz o leitor olhar para alguns problemas actuais, em que a sociedade caiu e está a cair, um dos quais que me incomoda bastante: ter um texto alterado porque foi usada uma palavra que poderia não ser a mais politicamente correcta para os dias que correm, quando a palavra sempre foi usada em língua portuguesa e naquele contexto percebia-se nitidamente o seu uso de forma neutra. É triste quando temos de amordaçar a nossa própria língua porque a palavra x ou y passou a ser passível de ser conotada/associada a determinado preconceito/ideologia que, entretanto, surgiu... e está em quem lê, não em quem escreve.
https://www.goodreads.com/review/show/8881709604
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