Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

"Rumi: Sabedoria Intemporal" de José Luís Nunes Martins (Org.)



"Rumi: Sabedoria Intemporal" de José Luís Nunes Martins (Org.)
Nascente, 2025
160 Páginas

Ler Rumi é lavar a alma e ficar de coração cheio. 

Este livro de poemas, organizado e traduzido para língua portuguesa, é uma excelente aposta para ler descontraidamente entre a azáfama e o stress dos dias que passam a correr. 

Adorei!


https://www.goodreads.com/review/show/7863144317

terça-feira, 5 de novembro de 2019

A Papoila e o Monge, de José Tolentino Mendonça

"A Papoila e o Monge" de José Tolentino Mendonça
Assírio & Alvim, 2015
173 Páginas



Cruzei-me com "A Papoila e o Monge" por acaso num dia em que procurava qualquer coisa de especial para ler na Bertrand do Chiado numa tarde quente de Agosto. Não foi o autor (que para mim era apenas um nome conhecido) nem o grafismo que me seduziram, mas sim o título e o facto deste ser um livro de haikus, uma forma de poesia criada no Japão por Matsuo Basho (https://www.goodreads.com/review/show/2378531470). A papoila está entre as flores que gosto (é selvagem, corajosa porque nasce onde menos se espera e sem avisar, é de um vermelho vivo que já mais nos deixa a memória) e o monge remete-me para o espiritual (e não necessariamente para o religioso). 

É um livro muito bonito, de composição refinada, muito focado no papel e no significado do silêncio, mas também na natureza, na cidade, nas estações do ano. Por outro lado, e como não poderia deixar de ser (até porque José Tolentino Mendonça é cardeal), alguns haikus (não muitos) tocam no assunto Deus e talvez por não ser propriamente religiosa (mas sim espiritual) foram aqueles que menos apreciei, apesar de lhes conseguir reconhecer alguma beleza. 

https://www.goodreads.com/review/show/3014395631?book_show_action=false

terça-feira, 15 de outubro de 2019

A Passagem, de Horácio N. Medina


"A Passagem" de Horácio N. Medina
Chiado Editora
91 Páginas

"A Passagem" é daqueles livros que nos surpreendem pela positiva, pelo inesperado e não expectável... 

Medina apresenta-nos três conjuntos distintos de poemas: um primeiro dedicado a "os campos", um segundo a "a corrente" e um último respeitante a "a passagem". Dos três conjuntos, o último foi aquele de que gostei mais. 

No decorrer da leitura, e em especial no primeiro conjunto de poemas, lembrei-me, por várias vezes, de Alberto Caeiro e do seu modo de sentir natural... E achei, de igual modo, particularmente interessante o facto do autor jogar muitas vezes com uma ideia e o seu contrário, o que me pareceu ser um traço marcante, constante e frequente. Um bom exemplo disso poderá ser: " Não creio em ilusões. Iludo-me./ Desassossego-me sossegado (...)".

Para mim também, "Ler é encher a alma/ escrever é a libertação". Portanto, aqui fica o meu agradecimento ao autor pela oferta de tão bonito livro e por me ter dado a conhecer a qualidade da sua poesia, um dos géneros literários que eu muito aprecio!

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Vamos Comprar um Poeta, de Afonso Cruz


"Vamos Comprar um Poeta" de Afonso Cruz
Editorial Caminho, 2016
101 Páginas

Lê-se rápido, demasiado rápido, diria, para um livro tão bonito... E isso faz com que as suas 101 páginas saibam a pouco, deixando-nos com vontade de mais...

Afonso Cruz faz em "Vamos Comprar um Poeta" uma espécie de apelo à importância da arte nas nossas vidas, escolhendo a poesia para o demonstrar. 

É certo que não é a poesia que, por norma, nos compra a comida, a roupa e a casa onde vivemos, mas a imaginação e a criatividade podem fazer toda a diferença em qualquer trabalho que sirva "para nos pagar a existência", alimentando-nos a alma, tornando-nos mais livres e eventualmente mais felizes... Dando cor aos dias mais cinzentos! 

Além do que a arte é cultura e a cultura é a essência de um povo, a sua identidade!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Um Arbusto no Olhar, de Álvaro Giesta



"Um Arbusto no Olhar" de Álvaro Giesta
Calçada das Letras, 2015
85 Páginas


"Um Arbusto no Olhar" foi uma feliz incursão ao mundo da poesia. Ainda não tinha lido nada de Álvaro Giesta antes desta obra e posso dizer que gostei muito do que li. É exactamente deste tipo de poesia que eu gosto...

E que poesia é esta? 

O autor escreve sobre a natureza. São frequentes as referências ao rio, ao sol, às pedras, à paisagem verdejante; aos quatro elementos (terra, ar, fogo e água). Álvaro Giesta escreve sobre fazer poesia, sobre a vida. Recorre ao corpo da mulher (e em alguns casos ao do homem) para falar do nascimento do rio que corre. 

O resultado é uma leitura que transmite paz, tranquilidade e que nos transporta para fora das quatro paredes sem mais demoras, recordando-nos o porquê de gostarmos de poesia. É a beleza da simplicidade, o prazer da intensidade... que as palavras nos permitem experimentar quando usadas na exacta medida e no momento certo...!

*

"Parai/
e dizei-me o que há de mais puro/
no coração ávido que anseia a água da vida/
e o ser; /
senão a poesia" (p.81)


https://www.goodreads.com/review/show/1912486799