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domingo, 5 de janeiro de 2020

The Assertiveness Workbook, de Randy J. Paterson


"The Assertiveness Workbook" de Randy J. Paterson
New Harbinger Publications, 2000
216 Páginas


Contrariamente a "The Assertiveness Guide for Women" de Julie de Azevedo Hanks, este livro baseia a sua argumentação na existência de quatro grandes estilos de comunicação: o passivo, o agressivo, o passivo-agressivo e o assertivo. Segundo o autor, uma mesma pessoa pode usar qualquer um destes quatros estilos, dependendo da circunstância, embora, por norma, possa existir maior tendência e/ou predisposição a usar mais um dos quatro. 

"The Assertiveness Workbook" divide-se em duas grandes partes: uma primeira dedicada à compreensão da assertividade e uma segunda dedicada a tornar-se assertivo(a). 

Um aspecto transversal a todo o livro é o questionamento e a avaliação constantes que o autor nos propõe. Daí ser um "workbook", cujo objectivo é colocar/fazer o leitor exercitar e praticar constantemente até porque a comunicação e o comportamento assertivos para se tornarem hábitos carecem de prática!

O autor é muito objectivo, directo e neutro, o que considero essencial num livro que se pretende científico. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

The Assertiveness Guide for Women, de Julie de Azevedo Hanks

"The Assertiveness Guide for Women" de Julie de Azevedo Hanks
New Harbinger Publications, 2016
224 Páginas


"The Assertiveness Guide for Women" é, ao contrário do que o título possa sugerir, uma obra indicada para mulheres, mas também para homens. 

Ao contrário da perspectiva defendida em certa medida pela autora, a eventual dificuldade em ser assertivo não é algo que resulte do género. Comunicar necessidades, gerir emoções, melhorar relações e criar fronteiras parece-me que pode ser complexo para mulheres e homens, dependendo de outros factores. 

Uma das coisas mais interessantes que aprendi neste livro, ainda que lhe reconheça limitações e lhe possa fazer críticas, relaciona-se com a teoria do apego (e o modo como esta se espelha na forma como nos relacionamos com os outros) que, de um modo geral, divide os adultos em três estilos: o ansioso, o evitador e o seguro. Este é um tema sobre o qual pretendo ler mais posteriormente pela utilidade que pode ter.

Partindo da teoria do apego, que serve de base a toda a argumentação do livro, a autora desenvolve seguidamente aquelas que entende serem as cinco ferramentas da assertividade. 

Por fim, outro ponto igualmente digno de nota relaciona-se com o papel central que a autora atribui à identificação e gestação de emoções. Extremamente útil, diria. Fiquei, por exemplo, a saber que são seis as emoções básicas: felicidade, raiva, tristeza, medo, surpresa e nojo. 

De um modo geral, gostei do que li, embora considere que, em alguns momentos, a autora poderia ser mais objectiva e neutra.