segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

"Maturidade. A Importância de ser Autêntico" de OSHO



"Maturidade. A Importância de ser Autêntico" de OSHO
11x17, 1997
207 Páginas

Comecei, interrompi durante quase um ano para retomar, ler de enfiada e concluir. E valeu a pena. Nesta continuação foi "Maturidade. A Importância de Ser Autêntico" que me escolheu!


"Escute o seu ser. Ele está sempre a dar-lhe pistas; é uma voz baixa e calma. (...) E se você ficar por um momento em silêncio, começará a sentir o seu caminho. Seja a pessoa que você é. (...) Maturidade é aceitar a responsabilidade de se ser autêntico(...)" - pg. 21

"Maturidade significa o mesmo que inocência (...) é a inocência recuperada (...) recapturada (...)" - pg.23


Não é o meu livro preferido de Osho - até porque discordei bastante (senão mesmo totalmente) de um dos capítulos, o "os ciclos de sete anos de vida", ao ponto de ficar mesmo irritada e colocar o livro de parte - mas gostei de o ler de uma forma geral, sobretudo no que respeita à maturidade, envelhecimento, amor, liberdade e posse - tema recorrente que nunca é demais, todavia, ser revisitado -.


https://www.goodreads.com/review/show/5325681256

domingo, 5 de fevereiro de 2023

"Growth of Soil" de Knut Hamsun



"Growth of the Soil" de Knut Hamsun
Penguin, 2007
328 Páginas

Resultado de uma recomendação feita com conhecimento de causa e muito bom gosto, "Growth of the Soil" foi uma agradável surpresa... e um regresso às origens de tudo... à floresta, à terra, à pureza dos dias e da vida no meio da natureza. 

Facilmente se compreende o porquê de Knut Hamsun ter ganho o Prémio Nobel da Literatura com esta obra em 1920. É um livro de uma beleza profunda e a personagem de Isak (homem de trabalho no campo) de uma pureza sem tamanho. Não há malicia nele, não há ambição. Há um viver para construir, um viver para o seu sonho: ter uma casa e arranjar uma mulher. Como? Trabalhando, trabalhando e trabalhando. 

Belíssimo!

https://www.goodreads.com/review/show/5273621967

domingo, 15 de janeiro de 2023

"Friedrich Nietzsche: Der Tanz über dem Abgrund" de Stefan Zweig

 




"Friedrich Nietzsche: Der Tanz über dem Abgrund" de Stefan Zweig
Liwi Verlag, 2020
50 Páginas


Stefan Zweig está entre os meus autores preferidos, Friedrich Nietzsche está entre os meus filósofos preferidos. Daí que ler esta biografia de Nietzsche, escrita por Zweig foi ouro sobre azul. Passei muito boas horas a ler a versão original em alemão e a versão traduzida em inglês. Adorei mesmo!

Dando grande ênfase à perspectiva psicológica do filósofo alemão (o que torna abrilhanta ainda mais a escrita de Zweig), a obra "Friedrich Nietzsche: Der Tanz über dem Abgrund. Eine Biografie"encontra-se dividida em 11 partes: 1- Tragödie ohne Gestalten, 2 - Doppelbildnis, 3-Apologie der Krankheit, 4-Der Don Juan der Erkenntnis, 5 - Leidenschaft der Redlichkeit, 6 - Wandlungen zu sich selbst, 7 -Entdeckung des Südens,  8-Flucht zur Musik, 9 - Die siebente Einsamkeit, 10 - Der Tanz übder dem Abgrund, 11 - Der Erzieher zur Freiheit.

Um dos aspectos mais fascinantes, por exemplo, é a relação de paralelismo que Zweig estabelece entre Nietzsche, Don Juan e a procura incessante sempre por mais e mais novo conhecimento e, mais adiante, entre os 'percursos' completamente opostos em objectivo e em resultado que a viagem a Itália tem para Goethe e para Nietzsche. Interessante é também a forma como é abordada a polémica existente entre Nietzsche e Richard Wagner. 

Em suma, um grande livro e uma excelente biografia! Altamente Recomendável!

https://www.goodreads.com/review/show/5168802655


sábado, 7 de janeiro de 2023

"The Art of Invisibility" de Kevin Mitnick


"The Art of Invisibility" de Kevin Mitnick
Back Ray Books, 2019
320 Páginas


Escrito por Kevin Mitnick (com Robert Vamosi), conhecido como o hacker número um do mundo, “The Art of Invisibility” é um livro sobre “staying online while retaining our precious privacy” (p.299), destinado a todos.

Hoje em dia, e porque vivemos desde algumas décadas com uma ilusão de privacidade, não é fácil nos mantermos invisiveis online e anónimos. Há dados diários sobre a quem escrevemos e-mails, enviamos sms, telefonamos; o que nós procuramos, o que compramos e onde viajamos. É por isso que precisamos de criar uma identidade separada, independente de nós, de acordo com o autor (p.282). 

Neste sentido, Mitnick apresenta um conjunto de diferentes situações nas quais colocamos a nossa privacidade em risco, oferecendo ao mesmo tempo uma solução, uma forma de nos manter seguros e invisiveis/anónimos em cada uma das situações... e gerir esta "arte de invisibilidade".

O livro encontra-se dividido em 16 capítulos, sendo o último uma espécie de conclusão (capítulo16): capítulo 1 “Your password can be cracked!”; capítulo 2 “Who else is reading your e-mail?”; capítulo 3 “Wiretapping 101”; capítulo 4 “If you don’t encrypt, you’re unequipped.”; capítulo 5 “Now you see me, now you don’t”; capítulo 6 “Every mouse click you make”; capítulo 7 "Pay up or else!”; capítulo 8 “Believe everything, trust nothing” ; capítulo 9 “You have no privacy?” Get over it!” ; capítulo 10 “You can run but not hide”; capítulo 11 “Hey, Kitt, don’t share my location”; capítulo 12 “The Internet of Surveillance”; capítulo 13 “Things your boss doesn’t want you to know”; capítulo 14 “Obtaining anonymity is hard work”; capítulo 15 “The FBI always gets its man” ; capítulo 16 “Mastering the Art of Invisibility”.

TOR (The Onion Router) network, VPNs (Virtual Private Network), passwords, wi-fi, GPS, encriptação estão sempre presentes no livro e não são exclusivas a um único capítulo. Centrais são igualmente os nossos telemóveis, dada a importância que assumem na nossa vida em quase tudo! 

Daí que a mensagem essencial deste livro seja... a arte da invisibilidade significa prestar atenção/ser cuidadoso não apenas com o que se partilha conscientemente, mas também inconscientemente online (seja no nosso computador ou no nosso telemóvel) na era do Big Brother e da Big Data.


https://www.goodreads.com/review/show/5168833996



sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

"The Psychology of Money" de Morgan Housel



"The Psychology of Money" de Morgan Houssel
Harriman Horse, 2020
242 Páginas


Com "The Psychology of Money" parti com expectativas muito elevadas. Demasiado elevadas, diria. E depois deparei-me com um livro, a meu ver, não tão bem estruturado como seria de esperar para o tema em causa, uma escrita nem sempre harmoniosa, e variadissimas histórias de pessoas que, muitas vezes, não aquecem nem arrefecem para o argumento e/ou argumentos que o autor enuncia e apresenta seguidamente. 

Há ainda outra coisa... O autor leva 230 e tal páginas para escrever este livro quando na realidade despachava melhor o assunto em 20 ou 30 páginas, tornando as suas ideias mais claras, concisas, directas e interessantes. E, neste sentido, o capítulo 19, "All Together Now" tem tudo o que precisamos de saber sobre a psicologia do dinheiro... 

Algumas das ideias que retive foram: tudo nesta vida tem sorte e risco (e nós não sabemos o que é que vamos encontrar nem quando); a forma como olhamos e lidamos para o dinheiro tem muito a ver com a nossa formação em casa (desde crianças, entenda-se) e educação na escola, bem como com as nossas experiências de vida (daí que haja quem seja avesso ao risco e quem, opostamente, aprecie o risco quando falamos de investimentos, por exemplo); devemos poupar mesmo que não tenhamos nenhum fim específico no momento para utilizar o dinheiro das nossas poupanças, até porque não sabemos o dia de amanhã e devemos estar prontos para qualquer eventualidade; poupar e ter dinheiro permite-nos ter maior controlo sobre o nosso tempo e as nossas vidas (e isso não tem preço); ao contrário do que se possa pensar, a riqueza está naquilo que não se vê... ou seja, não está no relógio ou no carro caro que possamos ter, mas sim nas poupanças que vamos acumulando, até porque como ouvi uma vez um gestor dizer e bem "o dinheiro é de quem o poupa"! Poupar pode ser visto simplesmente como um gastar menos dinheiro e desejar menos e desejar menos significa igualmente que nos importamos menos com aquilo que os outros pensam... É ter auto-controlo e paciência porque no que toca a resultados, com poupanças, esses vêm com o tempo e no longo prazo...Sem qualquer satisfação imediata.

Em síntese, o argumento essencial deste livro é controlo e paciência na gestão de dinheiro, de forma a poupar, poupar e poupar. Dinheiro significa controlo: controlo sobre o nosso tempo!

https://www.goodreads.com/review/show/5160897519

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

"Mario und der Zauberer" de Thomas Mann



"Mario und der Zauberer" de Thomas Mann
Fischer, 107 páginas
1989


Contrariamente a tudo o que já li de Thomas Mann até hoje, "Mario und der Zauberer" ["Mário e o Mágico"] deixou-me algo frustrada... Gostei, mas esperava um pouco mais do que ali encontrei. O que encontrei soube-me a pouco.

Mann conta aqui a história de um casal que vai passar férias a Itália com os seus dois filhos pequenos, um dos quais uma menina com oito anos meio franzina para idade que suja o fato de banho e o despe correndo nua pela praia... até que um senhor interpela o pai e o questiona acerca da moral, dos bons costumes e da sua ausência de respeito para com os italianos. Mas... não é aqui que se encontra o centro da nossa história!

O centro da nossa história encontra-se no espectáculo a que essa familia vai assistir já por volta das 21h levado a cabo por Cavalieri Cipolla, uma espécie de mágico (hipnotizador), acompanhado de Mario. A figura de Mario é quase "dormente" durante todo o espectáculo, tendo apenas um papel preponderante no final da história e, antes disso, no término do espectáculo. Quando "desperta" depois de um beijo e saca de uma arma disparando alguns tiros ao perceber que tinha estado a ser gozado e manipulado na sua dor...

Em relação a Cipolla, padecendo de uma deficiência física (num braço?!) que o impediu de lutar na guerra, fala, fala e não diz nada de efectivo. Porém, deixa a plateia em completo êxtase com a forma como discursa. Nem as crianças querem ir para casa antes do espectáculo, longo no tempo e tarde nas horas, terminar. 

No fundo, "Mario und der Zauberer" é uma alegoria aos lideres fascistas. Todavia, talvez por ter partido com expectativas elevadas, creio que ficou algo aquém do que esperava. Ainda assim, gostei.


https://www.goodreads.com/review/show/5160410210

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

"Die Tochter des Zauberers" de Heidi Rehn



"Die Tochter des Zauberers" de Heidi Rehn
ATB, 2020
444 Páginas


Li-o até ao fim a custo e por pura teimosa... porque a história apresentada em "Die Tochter des Zauberes" ["A Filha do Mágico"] não me convenceu e boa parte do livro não nos leva a lado nenhum. 

É o cabaré político "Die Pfeffermühle", a admiração e bajulação constante a Erika Mann por ser uma mulher especial e cheia de qualidades e, ao mesmo tempo, por estar sempre preocupada com toda a gente e esquecer-se de si própria, a relação - para muitoS excessivamente e demasiado próxima - com o irmão Klaus, o interesse numa relação da parte de Maurice (penso que Maurice Samuel) e de Martin Gumpert, o ciúme de Therese Giehse, ... 

E é em circulo, sobre isto, que a história é contada, quando em sinopse o argumento central seria a relação com Martin Gumpert e a sua necessidade de escolher entre a sua liberdade e independência e uma vida mais estável com o médico. Porém, essa relação tem, a meu ver, muito pouco palco no livro... Só se torna central nos últimos 4/5 capítulos e não se sente grande romance entre os dois... 

Fiquei quase com a sensação de que a autora queria a todo o custo escrever sobre Erika Mann e criar algo que não se passou desta forma na realidade ou que não teve assim tanto peso na vida de Erika. É verdade que Erika é uma mulher singular no seu tempo... nas paixões que teve (tanto em relação a mulheres como a homens), na relação com o irmão Klaus, no activismo político e contestário que assume contra o governo de Hitler ainda para mais sendo judia, mas... 

Não creio que Martin ou até Maurice tivessem tido assim tanta importância para ela ao ponto de justificar este romance todo que Heidi Rehn tenta criar... 

Portanto, não gostei. De todo. 


https://www.goodreads.com/review/show/5002808780