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sábado, 19 de fevereiro de 2022

"Runemarks" de Joanne Harris


"Runemarks" de Joanne M. Harris
Orion Books, 2016
513 páginas

Joanne Harris encontra-se desde há vários anos entre os meus escritores preferidos. Gosto do tom da sua escrita, do apelo que faz aos sentidos, às cores, aos aromas e aos sabores. E foi isso e o facto de não ler nada dela há algum tempo que me fez olhar para este "Runemarks". 

"Runemarks" talvez não seja o tipo de livro para todo o tipo de leitor, até porque se insere no género literatura fantástica puro e duro. E... como se isso não bastasse é uma história de deuses nórdicos (AESIR e VANIR) com runas e muito mistério à mistura. Há também não deuses presentes na história, mas com poderes especiais... ou melhor, mágicos e com curiosas histórias de vida desconhecidas dos próprios quase até mais de metade do livro. Falo, por exemplo, da personagem principal: a jovem Maddie Smith.

O livro está estruturado em 9 "livros", estando em concordância com os também nove mundos contidos em Yggdrasil (árvore da vida), da qual temos um mapa logo no início, seguido de uma lista de personagens e de quais as relações entre si. Tudo parece pensado ao pormenor.

Quem não tiver grande conhecimento de mitologia nórdica, prepare-se para ir investigando aqui e ali de forma a melhor perceber a relação entre os deuses com que nos vamos cruzando ao longo da história e o porquê de serem conhecidos de determinada maneira (Loki é conhecido como o trapaceiro apenas para que fiquem com uma ideia)... Para quem já souber um pouco ou souber bastante de mitologia nórdica, a leitura ainda se torna mais viva, plena de acção e cheia de graça, digamos assim. 

Gostei bastante e siga para o segundo volume "Runelight"!


https://www.goodreads.com/review/show/4292714619

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

A Menina Que Roubava Morangos, de Joanne Harris

"A Menina Que Roubava Morangos" de Joanne Harris
Edições Asa, 2019
374 Páginas

Joanne Harris está entre aqueles autores que guardamos no coração...

Penso que isso se deve, no meu caso, a duas razões: a primeira relaciona-se com o momento em que li um livro seu pela primeira vez (próximo do fim da adolescência e do início da idade adulta - foi a minha primeira "escritora adulta"- em tempos algo conturbados...) e a segunda relaciona-se mesmo com a sua forma especial/mágica/mística de contar histórias, toda a evocação de cheiros e sabores que nos fazem acreditar que estamos efectivamente diante de algo que, na verdade, resulta da imaginação. 
É claro que já li um ou outro livro de Harris de que gostei menos (e não li nada sobre aqueles seus livros cujas histórias nos levam ao mundo das runas), mas, regra geral, sei que é uma escolha segura.

"A Menina que roubava Morangos" faz parte da "saga" Chocolate de que eu tanto gosto e é sempre agradável voltarmos aos "lugares" onde já fomos felizes. E foi muito bom privar novamente com Vianne Rocher, Anouk, Rosette, Roux, ... Reflectir uma vez mais sobre a mudança e o medo dela, sobre a necessidade de deixarmos livres aqueles que amamos porque hão de voltar...! 
Amar é soltar, é deixar ir e compreender que tudo tem o seu momento certo. Julgo que esta foi a grande mensagem (como que uma ideia de esperança certa) que Harris nos quis deixar neste seu livro. 

Mais uma vez, leio um livro desta autora "no momento"; como que cumprindo uma espécie de chamamento. Deixando-me levar também com o vento (outra das presenças obrigatórias no mundo de "Chocolate"), parto agora diferente do que estava quando aqui cheguei e valeu a pena... Cada página, cada capítulo, cada parte; cada dia, cada hora, cada minuto. 

sábado, 31 de março de 2018

Xeque ao Rei, de Joanne Harris


"Xeque ao Rei" de Joanne Harris
Editorial Presença, 2005
425 Páginas

"Xeque ao Rei" foi um dos livros de Joanne Harris, cujo tema nunca me atraiu particularmente (apesar de eu em pequena adorar a escola e em adulta dizer repetidas vezes que já devia ter nascido na Faculdade), e que acabei por deixar para ler por último. Li até à data praticamente tudo o que ela escreveu, embora não me tenha sentido atraída (ainda; o que não quer que um dia não mude) a ler os livros das runas que publicou. E agora peguei neste. 

Bem, que posso dizer? Quando um livro não me atrai à primeira vista só duas coisas costumam a acontecer: ou estou redondamente enganada e começo a lê-lo e adoro e lamento por não "ter privado" antes com ele a sério; ou estou redondamente certa e mesmo depois de o ler, continuo a achar que o livro não me conseguiu levar e fico uns dias a pensar numa relação tinha quase tudo para funcionar a 100% e nem lá perto chegou. Na maioria das vezes, é a segunda que mais acontece. Isto é, leio o livro e chego à conclusão que aquele livro não é para mim. Foi o que senti aqui.

O livro está bem escrito, é inteligente, é misterioso e a autora continua com o mesmo talento para me fazer pensar "gosto mesmo de ler o que esta senhora escreve", porque tem um estilo muito próprio, mas depois... Fico com vontade de chegar depressa ao fim e ler outro livro. E sinto-me ausente. Incompleta. E perdida. Não me consegui encontrar em "Xeque ao Rei". 

Confusos? Pois, eu também. É um bom livro. Porém...  Ou não é para mim de todo ou talvez seja melhor dar-lhe outra oportunidade daqui a algum tempo e lê-lo noutro momento da minha vida... !

https://www.goodreads.com/review/show/2312077711