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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Sobre o Amor e a Morte, de Patrick Süskind


"Sobre o Amor e a Morte" de Patrick Süskind
Editorial Presença, 2006
61 Páginas

Patrick Süskind oferece aos seus leitores na obra "Sobre o Amor e a Morte" um interessante e conciso ensaio sobre o que é o amor, sobre a morte e o modo como o amor e a morte se relacionam. 

A sua escrita segue na linha do que o autor nos tem vindo a habituar... Directo, sem demasiados rondeios, por vezes um pouco crítico e mordaz. Lê-se fluentemente, sem grande vontade de fazer pausa.

E no decorrer da exposição das suas ideias vai buscar inúmeras vezes J. W.Goethe, que eu tanto gosto, e Heinrich von Kleist, que eu vou querer conhecer um pouco melhor. Traz-nos Platão, Santo Agostinho, Orfeu e a sua Eurídice e ainda recorre, de forma muito subtil e na medida certa, para justificar o seu argumento a uma ou outra passagem dos Evangelhos. 

Gostei deste "apanhado"/"revisão"/"lufada de ar fresco" cultural! 

*
"estar apaixonado é uma embriaguez, uma doença, um delírio. Não é uma embriaguez má, acrescenta ele, é precisamente a melhor das embriaguezes; não é uma doença nociva nem uma loucura humana no sentido patológico; é antes uma mania inspirada pelo divino, uma loucura sagrada que dá asas à alma confinada ao que é terrestre." (p.12)

https://www.goodreads.com/review/show/1902335505

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Pomba, de Patrick Süskind

"A Pomba" de Patrick Süskind
Editorial Presença, 2014
93 Páginas


Gostei muito de "O Perfume", mas "A Pomba" desiludiu-me. "A Pomba" parece-me uma amostra de qualquer coisa que ficou por concretizar... E eu diria que detestei o livro quase desde o início, apesar de estar muito bem escrito, convém notar. 

Não gosto da sua essência. É um livro deprimente. Cinzento. Por vezes, até mal cheiroso. Daqueles que chegamos a pensar enquanto o lemos: como é que eu fui achar que podia ser boa ideia ler-te, meu bom amigo?! Pois...

Eu li-o todo até ao fim na esperança de que a minha opinião pudesse mudar, mas isso não aconteceu. O porteiro Jonathan não me causou qualquer empatia. Não só porque fica horrorizado desde o início com o aparecimento de uma pomba (um animal aparentemente indefeso, porque ainda para mais surge ferido) na casa onde vive, com as críticas que faz às porteiras sendo ele também um porteiro (um contra-senso), como também com a constante referência ao acto de defecar da pomba, do mendigo com que se cruza na rua... 
*
"Andar acalma. A marcha possui uma virtude salutar. O ato de colocar regularmente um pé à frente do outro, acompanhado pelo balançar cadenciado dos braços, a aceleração do ritmo respirtatório, a ligeira estimulação do pulso, as actividades da vista e do ouvido necessárias à manutenção do equilíbrio - são acções que impelem o corpo e o espírito para uma convergência irresístivel, permitindo que a alma, por muito atrofiada e traumatizada que esteja, cresça e se expanda." [p.81]

https://www.goodreads.com/review/show/1864496962