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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

"O Círculo dos Dias" de Ken Follett





"O Círculo dos Dias " de Ken Follett
Editorial Presença, 2025
528 Páginas

"O Círculo dos Dias" é o mais recente livro de Ken Follett, focando-se na história da construção do círculo de pedras de Stonehenge. 

Contando com cerca de 5000 mil anos de existência e pedras que pesam entre 25 a 30 toneladas, Stonehenge é um lugar carregado de simbolismo, significado, misticismo e história. Celebra-se aqui, por exemplo, o Solstício de Inverno, quando os dias começam gradual e lentamente - após este "momento" que se traduz na mais longa noite do ano - a ficar maiores. 

Follett cria um livro com criadores do gado, agricultores e mineiros (com destaque para a Sílica)... e "dá voz" a um sonho, o de criar aquele simbólico círculo de pedras, lugar de importantes rituais (aqui presentes várias vezes). O resultado só poderia ser um grande livro!

Gostei muito. 


https://www.goodreads.com/review/show/8018975345

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

No Limiar da Eternidade, de Ken Follett


"No Limiar da Eternidade" de Ken Follett
Editorial Presença, 2014
1022 Páginas



E eis que termino de ler a trilogia "O Século"...!

Dos três volumes este foi, sem dúvida, aquele que gostei menos. As suas 1022 páginas pareceram-me excessivas, embora não entendiantes. Longe disso. A leitura faz-se sem esforço e é agradável. A verdade é que com menos 200 páginas teria-se certamente resolvido a história...

Este volume centra-se na divisão da Alemanha em duas Alemanhas, no muro de Berlim e no papel que este teve não só para a Alemanha propriamente dita como no contexto da própria Guerra Fria, na luta pelos direitos dos negros nos EUA e dos homossexuais no Reino Unido, acompanhando a evolução da URSS até à chegada de Gorbachov. A liberdade e a transformação de valores é também abordada sobretudo sob o signo "sexo, drogas e rock'n'roll".

Gostei no geral do livro, mas tive dificuldade em "entrar" numa história onde as primeiras personagens que surgem são filhos e filhas de relações iniciadas no fim do segundo volume. Ou seja, só já várias páginas depois do inicio é que nos é explicado quem é quem, sendo que há personagens do segundo volume que quase não aparecem neste volume e quando surgem, surgem com um papel marginal. Uma das realidades familiares que mais tive dificuldade em compreender foi a russa porque há personagens anteriores cuja existência se esfumou neste livro sem que eu tivesse percebido o que lhes tinha acontecido. Há mais duas situações destas... Uma na realidade familiar americana e outra na inglesa. Tratando-se de uma trilogia acompanhando a evolução das familias inglesa, galesa, americana, russa e alemã seria desejável perceber a evolução das mesmas segundo uma transição um pouco mais lenta... Este volume começa, nesse sentido, um "bocado a seco". De igual modo, senti muita superficialidade na forma como as personagens se relacionam entre si, mesmo em contexto amoroso, o que não senti verificar-se anteriormente.

A realidade que mais me agradou ler porque me pareceu escrita de uma forma não tão apressada foi a alemã e a relação desta com as demais... O impacto que o muro teve na vida de tantas familias que acabaram separadas, algumas até irremediavelmente "destruídas"... Isto não é novo para mim; porém uma coisa é ler documentação histórica, política disto e outra bem distinta é imaginar e "viver" a vida de pessoas comuns (vá, eu sei que são personagens e isto é ficção) que experimentaram na pele tudo isto tendo as suas vidas privadas afectadas...

No geral, adorei esta trilogia. Este volume está interessante... Todavia, acho que "O Século" passava bem apenas com dois volumes, até pela forma como termina o segundo volume. "No Limiar da Eternidade" parece-me aquele livro que, apesar de bem feito e sem dar azo a tédios, nasce da "cegueira" que um grande sucesso, por vezes, traz. Follett poderá ter pensado apenas em dois volumes, mas por ter sido tão bem sucedido e ter tido tão boa aceitação por parte do público pensou, então, num terceiro volume... que teria de ser indubitavelmente um sucesso também. Talvez. Talvez teria e talvez seja... Só que eu continuo a achar os outros dois livros melhores!



quarta-feira, 31 de julho de 2019

O Inverno do Mundo, de Ken Follett

"O Inverno do Mundo" de Ken Follett
Editorial Presença, 2012
832 Páginas


Comparativamente ao primeiro livro "A Queda dos Gigantes", "O Inverno do Mundo" continua a ser um vício viciante desde o início... Ken Follett "prendeu-me" tanto a atenção que tive de ler este segundo volume da trilogia de forma ainda mais rápida!

Neste livro, o autor concentra-se na Segunda Guerra Mundial e no aparecimento do fascismo no mundo inglês e alemão, abordando igualmente toda a transformação sofrida pela URSS. Extremamente interessante é também o papel que a espionagem assume na narrativa. Está novamente um trabalho de mestre. 

Relativamente à realidade alemã, considero que Follett aborda a mesma na medida certa, sem exagerar nada, sem ser tendencioso (devo dizer que admiro muito esta sua capacidade). Não acho que devesse ter insistido mais na questão do Holocausto até porque o faz de forma suficiente e além disso esta não é uma história situada apenas na Alemanha nazi. E a provar isto mesmo, Follett refere "de forma separada da questão do Holocausto" um programa de "eutanásia" destinado a matar pessoas com doenças mentais e físicas, o Aktion T4. 

As famílias inglesa (e galesa), alemã, norte-americana e russa continuam a evoluir neste volume, agora mais centrado nos filhos das personagens criadas no anterior volume. Muitas mudam de país e associam-se a outras realidades, outras cruzam países por razões privadas ou profissionais e regressam à base. E vale a pena acompanhar esta evolução porque dá para reflectir bastante acerca dos relacionamentos e da própria natureza humana sem floreados, sem melodramas. 

"O Inverno do Mundo" é, tal como o primeiro livro, um romance histórico indicado sobretudo para quem gosta de História, destacando-se aqui a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial (as partes relativas a Pearl Harbor e à invasão alemã da URSS são de salientar, bem como o papel fundamental assumido pela Guerra Aérea). 

terça-feira, 23 de julho de 2019

A Queda dos Gigantes, de Ken Follett

"A Queda dos Gigantes" de Ken Follett
Editorial Presença, 2013
917 Páginas


Perfeito. 

Tem tudo nas doses certas, o que faz com que as suas novecentas e tal páginas estejam longe de ser um fardo. Admito que a primeira impressão quando se olha para a dimensão do calhamaço seja algo assustador, mas a partir do momento em que nos deixamos cativar por tudo o que seu interior nos oferece... Torna-se um vicio (viciante) daqueles bem dificeis de largar!

Tenho lido bons livros nos últimos tempos, sim. Porém, talvez nenhum que me tenham absorvido tão totalmente como este ao ponto de me libertar por inteiro (com excepção da minha presença física, naturalmente) da minha própria realidade... e me fazer prender por cada uma das diferentes vidas com que aqui me fui cruzando. 

Estudar o período histórico da Primeira Guerra Mundial tem sido uma das minhas tarefas desde há cerca de dez anos atrás e, por isso mesmo, não me cruzei do ponto de vista histórico com nada de novo. Revi e quase que "vivi" em tudo o que se passou na época uma vez mais. Follett fez, de facto, desse ponto de vista um trabalho exímio. Até porque sendo inglês narra com isenção e ao sabor da mentalidade da época os acontecimentos e as quezílias que se desenvolvem entre as "nações". Está de mestre! 

Por outro lado, achei profundamente fascinante as relações entre as personagens inglesas e alemãs, por exemplo, e o impacto que a entrada na Primeira Grande Guerra tem na vida individual e pessoal de um casal anglo-germânico. Porque isto aconteceu efectivamente, embora aqui estejamos diante de um livro-romance. 

É também interessante o modo como as famílias inglesa (e galesa), alemã, norte-americana e russa vão evoluindo antes, durante e imediatamente após o conflito quanto a amizades, casamentos, relações extraconjugais, filhos legítimos e ilegítimos, ... É fácil compreender o impacto que aquilo que se verifica na relações internacionais e aquilo que sucede com a realidade interna dos próprios países (económica, política e culturalmente) tem na vida individual e privada dos seus cidadãos. Considero, assim, que este é outra qualidade digna de nota presente neste romance e que me parece passar com frequência ao lado do comum dos mortais... 

Por fim, e isto não me saiu da cabeça durante alguns dias, talvez este romance ganhasse mais ainda se tivesse uma familia italiana implicada... No volume que se segue a "A Queda dos Gigantes", relativo à Segunda Guerra Mundial e intitulado "O Inverno do Mundo" acredito que isso teria um forte impacto na narrativa. 

"A Queda dos Gigantes" é um romance histórico indicado sobretudo para quem gosta de História e, em particular, para aqueles que se interessam pela temática da Primeira Guerra Mundial sem se importarem que a história resvale para o campo de batalha... Para quem "gosta" do que acabei de referir, é perfeito (mesmo sabendo que a perfeição é algo inexistente)!!!