Mostrar mensagens com a etiqueta autores franceses. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta autores franceses. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 25 de março de 2025

"The Man Who Planted Trees" de Jean Giono



"The Man who Planted Trees" de Jean Giono
Vintage Earth, 2023
56 Páginas

A mensagem do livro é bonita e muito especial, mas confesso que estava à espera de algo um pouco diferente... com mais substância. 

A verdade, porém, é que "The Man who Planted Trees" precisava e merecia, a meu ver, de mais algumas páginas. Assim, ficamo-nos apenas pela ideia de um homem que pacientemente decide plantar árvores em França, num lugar inóspito e árido... talvez até destruído pela Guerra. 

Um aspecto muito interessante é que o autor era um pacifista e não querendo de forma alguma voltar a combater numa guerra (a Segunda Guerra Mundial), como o tinha feito na Primeira Guerra Mundial (fora contra a sua vontade), acabou por ser preso. "The Man Who Planted Trees" parece-me que, neste aspecto, tem algo de auto-biográfico porque se percebe que há qualquer coisa a que o homem não quer voltar e, por isso mesmo, foca toda a sua atenção, energia, dedicação e esperança naquelas árvores. 

Gostei. Mas repito: acho que este livro e esta história mereciam mais algumas páginas!


https://www.goodreads.com/review/show/7432986064

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

"Die Dame in Gold" de Valérie Trierweiler




"Die Dame in Gold" de Valérie Trierweiler
Aufbau Verlag, 2018
366 Páginas

Originalmente escrito em francês, com o título "Le Secret d'Adèle", "Die Dame in Gold" de Valérie Trierweiler centra-se na vida de Adele Bloch-Bauer (aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Portrait_of_Adele_Bloch-Bauer_I#/media/File:Adele_Bloch_Bauer,_c1915.jpeg), uma judia aristocrata, retratada por Gustav Klimt neste quadro: https://en.wikipedia.org/wiki/Portrait_of_Adele_Bloch-Bauer_I#/media/File:Gustav_Klimt_046.jpg (e neste também: https://en.wikipedia.org/wiki/Portrait_of_Adele_Bloch-Bauer_I#/media/File:Gustav_Klimt_047.jpg -ambos quadros roubados pelo regime Nazi e só recuperados muitos anos mais tarde pela sobrinha Maria). 

A autora apresenta uma versão de Adele como sendo uma mulher marcada pela morte dos filhos (por aborto espontâneo ou poucos dias após o nascimento), do irmão e, mais tarde, do próprio Gustav Klimt, de quem era amiga e com quem parece ter tido uma relação extra-conjugal ainda que breve. E, de facto, este peso da morte atravessa quase toda a obra, sendo mais acentuado no inicio e no fim da mesma. 

Efectivamente, Klimt surge como um agente libertador deste peso da morte e da dor de Adele. Talvez por essa mesma razão algumas das mais belas passagens deste livro sejam aquelas em que Trierweiler descreve a arte de pintar e, sobretudo, de retratar Adele por Klimt.

À parte disso, a figura de Adele não me causou grande impacto, talvez porque tinha acabado de ler um romance histórico sobre Frida Kahlo, essa autêntica força da natureza na forma como encarava a vida e fazia frente ao sofrimento. Foram mulheres muito diferentes, incomparáveis entre si. Concentrando-me em Adele, Adele preocupava-se em ajudar os desfavorecidos e, mais tarde, em apoiar os sobrinhos. Sofre bastante com a perda dos filhos que nunca chegará a ter... Essa foi, tanto quanto dá para compreender, a sua grande mágoa. 

Paralelamente, convém sublinhar o interesse manifestado por Adele nas sufragistas e na emancipação da mulher no geral - apresentados de forma superficial - , bem como na literatura (Stefan Zweig, Rainer Maria Rilke, Thomas Mann) e na psicanálise (Sigmund Freud) -parte muito interessante -. "Die Dame in Gold" passa-se antes, durante e pouco depois da Primeira Guerra Mundial, uma guerra para a qual se partiu com a firme convicção de que seria breve (o que em, em certa medida, me recorda um pouco a forma como muitos "partiram" para o primeiro confinamento de há um ano atrás...). 

Gostei muito do livro, embora considere que a autora peca por se forcar muito nessa mágoa de Adele, em especial nos capítulos iniciais da obra, o que carrega em demasia o romance... A título de curiosidade, devo mencionar que este é o terceiro livro que leio tendo o fascinante Klimt como uma das personagens (os outros foram: "O Beijo - A Paixão de Gustav Klimt" de Elizabeth Hickey e "Die Muse von Wien" de Caroline Bernard - aqui: http://outraformadeviajar.blogspot.com/2020/08/die-muse-von-wien-de-caroline-bernard.html).

https://www.goodreads.com/review/show/3807163750

domingo, 30 de junho de 2019

O Segredo de Copérnico, de Jean-Pierre Luminet

"O Segredo de Copérnico" de Jean-Pierre Luminet
Editorial Presença, 2009
291 Páginas


Gosto de astronomia apesar de ser uma simples curiosa e não ter assim tantos conhecimentos sobre o assunto... E gosto desde pequena quando na escola primária ouvi falar pela primeira vez da existência de outros planetas para além do nosso. 

Gosto também de figuras controversas surgidas na ciência e fora dela, revolucionadoras de mentalidades e ideias. 

Daí a escolha de "O Segredo de Copérnico" de Jean-Pierre Luminet. 

A história passa-se entre a Polónia, a Alemanha e a Itália. E tem intriga. Muita intriga e jogos de poder. Cruzamo-nos, para além de Copérnico, com figuras como Albrecht Dürer e Niccolò Machiavelli e a familia dos Bórgias. E também com os cavaleiros teutónicos muito pouco queridos na época, pelo menos, no espaço hoje pertencente à Polónia... 

Luminet romanceou a vida de Copérnico do inicio ao fim, permitindo-nos também aceder, por vezes, a alguns conhecimentos de astronomia e "testemunhar" a evolução decorrida até "à tomada de conhecimento" do heliocentrismo por Copérnico, cónego polaco. 

Interessante. Gostei.