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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

"O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: Uma História de Amor" de Jorge Amado





"O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: Uma História de Amor " de Jorge Amado
Leya, 2001
110 Páginas

Desde há vários anos que ouvia falar do belíssimo livro de Jorge Amado, "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá: Uma História de Amor", mas só agora é que os nossos caminhos se cruzaram efectivamente e ainda bem que isso sucedeu. 

Inicialmente escrito pelo autor para o seu filho (quando este era uma criança) e muito bem escrito (adorei os primeiros capítulos, um dos quais em que Jorge Amado escreve sobre o atrevido vento), o livro tem uma história muito bonita e original. Para mim, o único senão aqui é mesmo o desfecho da história que eu preferia ser outro... Porque, apesar de tudo, ainda tenho em mim um lado muito sonhador e acredito, por vezes, no impossível!

Gostei bastante e irei certamente ler mais livros de Jorge Amado. 


https://www.goodreads.com/review/show/8111307320

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

"O Alquimista" de Paulo Coelho



"O Alquimista" de Paulo Coelho
Pergaminho, 2022
216Páginas

"O Alquimista" é o primeiro livro que leio, de forma completa, de Paulo Coelho e nunca me atraiu particularmente até ao momento em que percebi que a personagem principal tinha o sonho de conhecer as pirâmides do Egipto. 

A partir daí, li-o de enfiada. Não consegui parar. Pode ter algumas "mensagens" que são lugares comuns (e em termos literários não ser muito elaborado), mas insiste muito na importância de não desistirmos dos nossos sonhos mesmo quando tudo parece estar contra nós e a vontade que temos é largar tudo. É um livro carregado de esperança e, nessa perspectiva, gostei mesmo muito de o ler!


https://www.goodreads.com/review/show/7829835222

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Amor Primeiro, de Ivone M. Martins


"Amor Primeiro" de Ivone M. Martins
Alma Mater, 2019
288 Páginas


Dizem que tudo tem um tempo certo para acontecer e "Amor Primeiro" encontrou-me nesse mesmo tempo... 

Atravessou o Atlântico, vindo do Brasil, escrito por alguém muito especial para mim que já viveu em África, na Europa e agora está na América (Brasil).

Mal o recebi, feita uma longa viagem, folhei as primeiras páginas e senti-me logo como que cativa, pelo que não o consegui largar até o terminar... Tive de deixar os outros quatro livros que estava a ler ao mesmo tempo de lado porque este, sim, é que me estava a alimentar a alma e a sossegar o coração. 

"Amor Primeiro" é daqueles livros que parece que se sentam connosco a conversar, ajudando a arrumar ideias. E é um romance passado em Portugal durante o Estado Novo e no período pós Estado Novo (sem esquecer uma parte decorrida no tempo da Inquisição e do Terramoto de 1755), pelo que teria todo o interesse em também ser publicado/difundido deste lado do Atlântico. Fala-se de Liberdade, de Amor (Primeiro e Primeiro Amor que não são a mesma coisa), de ciúme, de Paixão, de Almas, de Reencarnação, de Sentir, de Egoísmo, ... 

Escrito com alma como só quem sente tão intensamente consegue fazê-lo, é transparente e profundo, sábio, iluminando-nos o caminho... no tempo certo. São poucas as vezes, pelo menos até à data, em que consigo ficar tão ligada a uma personagem, em que me identifico tanto com ela... a compreendo e admiro. Aconteceu com "Amor Primeiro" com Alma, uma personagem cheia de história passada e raízes que aprende com o tempo a autoconhecer-se e a fazer o que é melhor para ela, com o coração, aliando a necessidade de se sustentar através de algo mais material com a necessidade, quase que urgência diria, da espiritual poesia.

As obras são, por norma, produto dos contextos em que são criadas e têm muito, muito, muito dos seus criadores. "Amor Primeiro" não é excepção porque tal como o testemunham outras vozes no início do livro há muito da sua autora espalhado pelas opções e caracteristicas de algumas personagens, mas também, como não poderia deixar de ser, na própria forma de escrever... Espiritual, mágica, cheia de um amor equilibrado pelas palavras e pelas ideias. 

Adorei lê-lo e ficará para sempre comigo e em mim... Coisa que poucos, muito poucos livros conseguem efectivamente!