Mostrar mensagens com a etiqueta Optimismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Optimismo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Às 9 no Meu Livro, de Sofia Castro Fernandes


"Às 9 no Meu Livro" de Sofia Castro Fernandes
Marcador, 2016
186 Páginas



"Às 9 no meu livro" é um livro que segue a mesma linha do blogue de Sofia Castro Fernandes, "Às 9 no meu blog" (http://www.asnovenomeublog.com/), blogue que sigo praticamente desde o início e que recomendo: optimismo, muito optimismo, mesmo que perante as maiores adversidades. 

Não o consegui ler aos poucos... Estilo uma mensagem cada dia (como acho que será mais proveitoso, porque dá para saborear melhor)! Mas isso não me impediu naturalmente de ler uma mensagem de cada vez, tomando-lhe a essência. Quando é para ler, é para ler, é para sorver as palavras com alguma sofreguidão, se houver necessidade disso. E eu estava com sede, sede de optimismo. Portanto, nada melhor, ainda para mais numa altura de balanço própria do fim do ano, do que agarrar num livro destes para ler...!

Os textos são curtos. Meia página, duas meias páginas no máximo. Simples e directos. Bem escritos. E plenos de optimismo, incentivos à resiliência, ao gosto pelas coisas simples e pequenas da Vida e ao cultivo do agradecimento. 

*
"E mesmo que, ao longo do caminho, tropeces umas quantas vezes, e vais tropeçar, e vais cair, é na queda que percebes a consistência da tua força, os limites da tua resistência, os batimentos do teu coração, a capacidade de aceitar, agradecer, perdoar, e aquela doçura que conquistas quando deixas que a vida te surpreenda. 
É preciso estar atento para agarrar a oportunidade, sentir o clique, recuar para tomar balanço. E dar o salto." [p.22].

https://www.goodreads.com/review/show/1847562797

terça-feira, 14 de junho de 2016

Cândido, de Voltaire


"Cândido" de Voltaire
Abril/Controljornal & Biblioteca Visão, 2000
126 Páginas

"Cândido" é uma obra plena de ironia do início ao fim e a ingenuidade da personagem principal (para o bem e para o mal), que dá o nome à obra, chega a causar alguma confusão ao leitor. Todo o livro soa a uma grande fantasia, já que quase todas as personagens morrem (ou quase) e voltam a aparecer posteriormente numa fase avançada do livro vivas e noutras partes do mundo.

Voltaire brinda os seus leitores com uma pequena obra feita de viagens, em que, entre outros outras paragens, Cândido visita Portugal - quase no início da história - por altura do Terramoto e Maremoto de 1755 em Lisboa (aspecto que admirei particularmente; não pelo acontecimento em si, mas pelo facto de um autor francês do século XVII-XVIII falar de Portugal e inclui-lo na narrativa), e vai lidando com o bem e o mal, o pessimismo e o optimismo e, sobretudo, mais com o mal do que com o bem e mais com a ingenuidade do que propriamente com o optimismo (na minha visão, claro). É enganado vezes sem conta, perde, reencontra e volta a partir em busca do seu amor Cunegundes. Afinal, é sempre esse amor que o move até ao fim da história. 

É um livro estranho, à partida. Num certo sentido irreal, noutro estamos unicamente a falar da realidade da vida e dos seus momentos neutros, maus e em menor grau bons. A grande mensagem que acima de tudo se deve retirar da sua relaciona-se com a vantagem de ser optimista ou, pelo menos, um pessimista optimista, ou seja, sem mitigar a realidade e os infortúnios, e sabendo que na maioria das vezes é o mal que ganha, continuar, persistir e lutar até ao fim na esperança de que o bem também consiga triunfar!
*
"-Que é isso do optimismo? - perguntava Cacambo. 
- Ai! - respondeu Cândido - É o furor de insistir que tudo está bem quando está mal! (...)" (Voltaire, 2000 p. 70).

https://www.goodreads.com/review/show/1642069485