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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

"D. Pedro V, o Bem-Amado" de Isabel Machado



"D. Pedro V, o Bem-Amado " de Isabel Machado
Manuscrito, 2025
576 Páginas

"D. Pedro V, O Bem-Amado" é um romance histórico de Isabel Machado sobre o rei D. Pedro V, o mesmo que teve como esposa a rainha D. Estefânia (sobre a qual li durante este ano um outro romance histórico, de Isabel Stilwell, que também muito apreciei: "Estefânia - A Rainha Virgem") e como pai o rei D. Fernando (o alemão) que ergueu o Palácio da Pena e transformou a Serra de Sintra no que ela é hoje, em termos de paisagem, valorizando-a. 

A autora retrata muitissimo bem a figura de D. Pedro, a sua relação nem sempre fácil com o pai, a dor de ter perdido a mãe (a rainha D. Maria II) cedo e da forma que perdeu, o seu sonho de desenvolver Portugal nos caminhos de ferro, na astronomia, no ensino (apenas para dar alguns exemplos) e a sua vontade de estar sempre próximo da população portuguesa sobretudo em caso de calamidade e desgraça, o amor puro-platónico que desenvolveu pela mulher e a forma como não mais recuperou da sua morte precoce.

Ademais, todo o período histórico em que este monarca vive é minuciosamente retratado quanto às suas caracteristicas, principais acontecimentos e às demais figuras históricas mais relevantes. Isabel Machado fez um trabalho de investigação eximio, sendo que até sobre a rainha D. Estefânia são conhecidos mais detalhes e pormenores (com os quais ainda não me tinha cruzado no outro livro acima referido). E isto sem falar na escrita... excelente da autora, como sempre!

Portanto, este é mais um livro que adoro desta autora! Isabel Machado está, sem dúvida, entre as minhas escritoras preferidas de romance histórico. 


https://www.goodreads.com/review/show/8090191868

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Constança, a Princesa traída por Pedro e Inês, de Isabel Machado


"Constança, a Princesa Traída por Pedro e Inês" de Isabel Machado
A Esfera dos Livros, Lisboa
347 Páginas


Normalmente, a história do(s) amor(es) de Pedro e Inês é contada a partir do ponto de vista destes e, portanto, colocando-os como vítimas. Isabel Machado tenta uma outra perspectiva e centra-se em Constança, a princesa traída e vítima da relação desenvolvida entre Pedro e Inês, de quem era amiga. E o resultado é interessante... 

Nesta obra podemos colocar-nos no lugar dela e tentar compreender o seu lado, bem como tomar conhecimento do percurso difícil e cheio de peripécias que fez até chegar a Portugal (creio que habitualmente desconhecido). 

Já li anteriormente outros livros de Isabel Machado (sobre a Rainha Vitória e sobre a Rainha Isabel), pois o romance histórico está entre os géneros literários que mais me agradam, e continuo a gostar da forma de escrita e do modo de articular a narrativa da autora. Por isso, continuarei a estar atenta à sua produção literária. Ainda que dos três livros que li dela e entre os quais consta este, "Constança - a Princesa Traída por Pedro e Inês" não seja o meu preferido. 

Na verdade, Constança foi uma mulher muito sofrida, demasiado até, e parece-me também - pelo menos pelo que percebi desta leitura - um tanto ao quanto refém desse sofrimento... Note-se que a autora salienta que este se trata de um romance e, por conseguinte, também se verifica aqui alguma criatividade da sua parte até para cobrir alguma falta de informação que possa existir quanto à personalidade desta mulher, mas.. eu admiro mulheres mais fortes e com mais garra (como Vitória de Inglaterra e Isabel de Aragão, por exemplo)...! 

https://www.goodreads.com/review/show/2350652058

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A Rainha Santa, de Isabel Machado


"A Rainha Santa" de Isabel Machado
A Esfera dos Livros, 2016
411 Páginas



"A Rainha Santa" é mais um daqueles livros que, a dada altura, tive pressa de acabar, e quando acabei senti-me como que "desamparada", "vazia", "abandonada" pela personagem e/ou personagens. Neste caso, fiquei "refém" de Isabel de Aragão, casada com o rei D. Dinis, o Lavrador. 

Fascinou-me o modo como a autora demonstra uma rainha de coração puro e objectivos maiores, sem olhar às reprimendas do rei e ao facto de estar a gastar "dos seus rendimentos" para ajudar os mais desfavorecidos. Fascinou-me também o facto de ser tão culta e interessada na política de Portugal (e Aragão, mas também Castela), procurando acima de tudo preservar e incentivar à preservação da paz. E, claro, como não poderia deixar de ser, fascinou-me a sua superioridade e grandeza no modo como lidou (e acolheu) com a existência de filhos bastardos do rei. 

O romance histórico é um dos meus estilos literários preferidos (senão for mesmo aquele de que gosto mais) e, neste segundo livro que leio da autora, não fiquei em nada desiludida. Conquistou-me uma vez mais com a forma como deu voz a esta mulher e como contou a sua bonita histórica. A rainha Isabel está-me no imaginário desde que na primária ouvi falar da famosa lenda das rosas (não sei se terá outro nome), a propósito de uma ocasião em que a rainha ia levar pão aos pobres e o rei a questionou sobre o que aí levava e ela respondeu que eram rosas, sendo que quando lhe mostrou eram rosas; o pão tinha-se transformado, por milagre, em rosas. Foi muito bom recuperar essa lenda e aprofundar a história e vida desta rainha!

https://www.goodreads.com/review/show/1967871444